segunda-feira, 20 de outubro de 2014

Ao que eu não queria ver partir

Sábado 18 de outubro de 2014, Seca no auge, Noite quente, Por volta de 21:00 horas.

Querido, já faz tempo que não sei de você...
Sei até que eu deveria me manter a distância, porém a promessa de "amizade" me faz sentir um certo "direito" de me aproximar. Fui aconselhada a te evitar, "Ele vai sentir sua falta e te procurar", mas não tenho força de vontade o suficiente para fazer de conta que não me importo.
Independente de qualquer outra justificativa, escrever para você me parece terapêutico neste momento, uma forma de desabafar (em silêncio) e tentar não demonstrar para mais ninguém o que estou sentindo.
Queria que você soubesse o quanto eu sinto sua falta. Na mensagem de "Bom dia" que não recebo, no comentário sobre acroyoga que não ouço, na conversa para passar o tempo durante a noite que não participo, na imagem de um pão recém-assado que não vejo. Queria também que soubesse o quanto eu sinto saudades... Da sua voz grave, das brincadeiras que me faziam rir, do perfume na nuca, de ficar abraçada com você no tapete, dos beijos deliciosos, do carinho reconfortante, do olhar que me fazia sentir como se pertencesse aquele lugar, do toque que arrepiava até meus pensamentos, da barba macia com cheiro de óleo de tratamento, do sexo que me fazia acreditar em encaixe perfeito.
Tudo isso me faz sentir que não tenho o menor amor-próprio, porque você terminou comigo dando a entender que não me disse o real motivo, me falou "fechar a porta, eu não sei... O mundo dá tantas voltas", se afastou, me deixando com dúvidas e o peito pesado e dolorido, mas, mesmo assim, eu não consigo sentir raiva de você e ainda quero você por perto. Tanto quero que passo horas dos meus dias imaginando reencontros, situações, conversas, pensando em motivos para te procurar, sonhando com você (tanto dormindo quanto acordada). Me lembro de você com tudo, TUDO.
Ontem mesmo, show do Falamansa, e as letras me faziam pensar em você, em nós dois. "Se te amarei foi de verdade, se chorei foi de saudade, foi saudade de você". As vezes eu gostaria  que você ficasse com alguém e isso te fizesse pensar em mim, considerar o quanto era bom e perceber que não vai ser tão bom com ninguém, que isso te fizesse voltar atrás e eu sei que colocaria meu orgulho de lado e aceitaria... E isso me faz perceber que estou exatamente na mesma situação que o *Nome de ex* se colocou quando eu não quis mais. Será que você veio na minha vida como "Justiça Divina"?
Me frustra saber o quanto eu procurei por alguém que se encaixasse tão bem nas minhas idealizações e, quando encontro, preciso vê-lo ir embora da minha vida com tanta facilidade. Eu quero acreditar que qualquer dia você vai voltar, mesmo que demore, e que você gosta de mim, mas não estava preparado para assumir um relacionamento sério por medo ou imaturidade. Quero ver esse término como sua maneira de tentar se convencer que não me ama, que não está apaixonado.
"Mas foram só 2 meses", mas eu nunca tive uma entrega tão intensa e sincera antes. Eu sei o que quero, eu quero você.
Eu tento entender qual é o "ensinamento" por trás disso tudo. O que eu deveria perceber. "Justiça Divina", "Dor de perder o que tanto quis", "Todo mundo tem fraquezas", "Ninguém está preparado para tudo", "Não dependa de ninguém para ser feliz", "Amor é uma invenção", "Eu só estou sofrendo porque foi ele quem terminou", "Justiça é o caral**", "Ele não presta (mentira, ele é uma graça!)", "Eu não mereço alguém como ele", "Eu fiz merda, por isso ele não quis mais", "O universo me odeia", "Eu posso conseguir melhores (duvido)", "Não existe razão"...
Falho em aceitar que pode não haver uma resposta concreta para isso... De qualquer forma, eu sei que preciso respeitar sua decisão. Mas acho uma pena.

Agora só posso te desejar felicidades.
Um beijo de quem te amou, mesmo não assumindo isso.
Kaká

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